quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Pteridófitas


Com o desenvolvimento de estruturas condutoras de água dentro das plantas foi possível a conquista do ambiente terrestre, e consequentemente, o surgimento de plantas maiores.
A evolução dos vegetais também resultou no surgimento das sementes (a partir das gimnospermas) que são estruturas de nutrição e proteção do embrião.
Esses processos evoluíram paralelamente com a redução do tamanho e duração do gametófito.

Folhas
As folhas desenvolvem-se a partir do meristema apical do caule. Existem dois tipos de folhas:
  • Microfilos: São folhas pequenas e relativamente simples, dotadas de apenas uma nervura e associadas a caules protostelos.
  • Megafilos: São folhas maiores que os microfilos e mais complexas também. Possuem varias nervuras e estão associadas com caules do tipo sifonostelo e eustelo.
Caule
O meristema apical é responsável pelo crescimento das extremidades das plantas, como raízes e caules e é chamado de crescimento primário. Os meristemas laterais são responsáveis pelo aumento da espessura do caule e da raiz. Também estão envolvidos na formação dos tecidos vasculares como o xilema e floema.
Com o desenvolvimento dos vasos condutores, novas estruturas relacionadas surgiram, como os elementos crivados, que são células condutoras do floema e os elementos traqueais, que são células condutoras do xilema (chamados de traqueídes) e também ajudam na sustentação do caule.
Os elementos de vaso são as principais células de condução de água em angiospermas.

O xilema e o floema possuem desenvolvimento primário (crescimento) e secundário (espessura). O eustelo é o cilindro central do caule e possui uma medula no interior, no tecido vascular primário. O eustelo pode ser classificado em:
  • Protostelo: é o tipo mais primitivo e também o mais simples. O xilema esta difuso com o floema ou circundado por ele. Presente na maioria das raízes.
  • Sifonostelo: o floema forma-se externamente a xilema e está presente na maioria das traqueófitas.
  • Eustelo: é composto por uma medula circundada por feixes isolados.
Reprodução
As plantas vasculares sem sementes ainda dependem da água para sua reprodução. Os anterozóides precisam nadar até a oosfera para fecundá-la.
Quanto à produção de esporos, podem ser classificadas como:
  • Homosporadas: são plantas que produzem apenas um tipo de esporo, que produz gametófitos bissexuados, podendo haver unissexuados.
  • Heterosporadas: produzem dois tipos de esporos por diferentes esporângios, chamados micrósporos produzidos pelos microsporângios e dão origem a gametófitos masculinos (microgametófitos). Os megaesporângios produzem os megásporos, que dão origem ao megagametófito, que produz os gametas.
A maioria dos gametófitos é independente do esporófito em relação à nutrição. O tamanho e a complexidade também diminuem conforme vão evoluindo.



Briófitas

Briófitas são plantas pequenas, geralmente com alguns poucos centímetros de altura, que vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados.
O corpo do musgo é formado basicamente de três partes ou estruturas:
  • rizoides - filamentos que fixam a planta no ambiente em que ela vive e absorvem a água e os sais minerais disponíveis nesse ambiente;
  • cauloide - pequena haste de onde partem os filoides;
  • filoides -estruturas clorofiladas e capazes de fazer fotossíntese.






Estrutura das briófitas

Essas estruturas são chamadas de rizoides, cauloides e filoides porque não têm a mesma organização de raízes, caules e folhas dos demais grupos de plantas (a partir das pteridófitas). Faltam-lhes, por exemplo, vasos condutores especializados no transporte de nutrientes, como a água. Na organização das raízes, caules e folhas verdadeiras verifica-se a presença de vasos condutores de nutrientes.
Devido à ausência de vasos condutores de nutrientes, a água absorvida do ambiente e é transportada nessas plantas de célula para célula, ao longo do corpo do vegetal. Esse tipo de transporte é relativamente lento e limita o desenvolvimento de plantas de grande porte. Assim, as briófitas são sempre pequenas, baixas.
Acompanhe o raciocínio: se uma planta terrestre de grande porte não possuísse vasos condutores, a água demoraria muito para chegar até as folhas. Nesse caso, especialmente nos dias quentes - quando as folhas geralmente transpiram muito e perdem grande quantidade de água para o meio ambiente -, elas ficariam desidratadas (secariam) e a planta morreria. Assim, toda a planta alta possui vasos condutores.

Hepática



Mas nem todas as plantas que possuem vasos condutores são altas; o capim, por exemplo, possui vasos condutores e possui pequeno porte. Entretanto, uma coisa é certa: se a planta terrestre não apresenta vasos condutores, ela terá pequeno porte e viverá em ambientes preferencialmente úmidos e sombreados.
Musgos e hepáticas são os principais representantes das briófitas. O nome hepático vem do grego hepathos, que significa 'fígado'; essas plantas são assim chamadas porque o corpo delas lembra a forma de um fígado.
Os musgos são plantas eretas; as hepáticas crescem "deitadas" no solo. Algumas briófitas vivem em água doce, mas não se conhece nenhuma espécie marinha.


Reprodução das briófitas
Para explicar como as briófitas se reproduzem, tomaremos como modelo o musgo mimoso. Observe o esquema abaixo.

Os musgos verdes que vemos num solo úmido, por exemplo, são plantas sexuadas que representam a fase chamada gametófito, isto é, a fase produtora de gametas.
Nas briófitas, os gametófitos em geral têm sexos separados. Em certas épocas, os gametófitos produzem uma pequena estrutura, geralmente na região apical - onde terminam os filoides. Ali os gametas são produzidos. Os gametófitos masculinos produzem gametas móveis, com flagelos: os anterozoides. Já os gametófitos femininos produzem gametas imóveis, chamados oosferas. Uma vez produzidos na planta masculina, os anterozoides podem ser levados até uma planta feminina com pingos de água da chuva que caem e respingam.



Na planta feminina, os anterozoides nadam em direção à oosfera; da união entre um anterozoide e uma oosfera surge o zigoto, que se desenvolve e forma um embrião sobre a planta feminina. Em seguida, o embrião se desenvolve e origina uma fase assexuada chamada esporófito, isto é, a fase produtora de esporos.
 No esporófito possui uma haste e uma cápsula. No interior da cápsula formam-se os esporos. Quando maduros, os esporos são liberados e podem germinar no solo úmido. Cada esporo, então, pode se desenvolver e originar um novo musgo verde - a fase sexuada chamada gametófito.
Como você pode perceber, as briófitas dependem da água para a reprodução, pois os anterozoides precisam dela para se deslocar e alcançar a oosfera.

O musgo verde, clorofilado, constitui, como vimos, a fase denominada gametófito, considerada duradoura porque o musgo se mantém vivo após a produção de gametas. Já a fase denominada esporófito não tem clorofila; ela é nutrida pela planta feminina sobre a qual cresce. O esporófito é considerado uma fase passageira porque morre logo após produzir esporos.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Reino Fungi


O Reino Fungi inclui os cogumelos, mofos, orelhas de pau, liquens, entre outros organismos. A maioria dos fungos são pluricelulares, com o corpo constituído de hifas, mas há alguns unicelulares, cujo principal exemplo são as leveduras. Já foram classificados no reino vegetal, por possuírem características semelhantes, no entanto diferem das plantas fundamentalmente por não apresentarem clorofila ou qualquer outro pigmento fotossintetizante, portanto são heterotróficos.



Existem espécies de vida livre ou associadas (em simbiose) com outros organismos, como, por exemplo, os liquens, uma relação harmônica interespecífica de fungos e algas. Contudo, algumas espécies são parasitas, mantendo relações desarmônicas com plantas e animais. A maioria é saprofítica, alimentando-se da decomposição de cadáveres.

A classificação dos quatro Filos obedece a critérios reprodutivos (diferença entre as estruturas reprodutivas), com ciclo de vida em duas fases: uma assexuada e outra sexuada.

Em fungos mais simples como a levedura a reprodução acontece por gemulação ou brotamento. São originados gêmulas ou brotos que podem se separar da célula original ou permanecer grudados formando cadeias de células.



Em muitos fungos a reprodução é feita através dos esporos, que são células haploides (apenas um cromossomo). Os esporos liberados pelo fungo no ambiente, ao encontrar condições propícias germinam e originam um novo micélio, completando o ciclo assexuado. Essa forma de reprodução assexuada é chamada de esporulação.

Reprodução Sexuada
Fungos mais complexos fazem reprodução sexuada, que é dividida em fases. As hifas são monocarióticas e haploides, quando iniciam o processo reprodutivo se unem formando hifas dicarióticas com os núcleos organizados em pares, essa etapa se chama plasmogamia. Depois acontece a cariogamia​ na qual os pares de núcleos se fundem e formam núcleos diploides, logo em seguida se dividem por meiose originando esporos, que germinam e originam o micélio, completando o ciclo. Esses esporos são chamados "esporos sexuais" para diferenciar daqueles formados assexuadamente.



 Doenças 
Dentre as espécies conhecidas muitas afetam a vida humana. Muitas são usadas na alimentação, como as quase 200 espécies de cogumelos comestíveis, sendo algumas delas largamente cultivadas, como o shitake, o shimeji e o champignon. As leveduras são empregadas na fermentação de pães, bebidas alcoólicas, entre outros. Algumas espécies são aproveitadas na produção dos queijos roquefort e camembert. E há ainda os fungos utilizados pela indústria farmacêutica para a fabricação de antibióticos, são do gênero Penicillium.


Importância Ecológica

O Reino Fungi é um grupo com ampla distribuição no planeta e ainda pouco conhecido, já que se estima que haja 1,5 milhão de espécies, das quais menos de 100 mil estão classificadas e devidamente estudadas. Os fungos são muito importantes no equilíbrio dos ecossistemas pois participam da reciclagem da matéria orgânica, fazendo a decomposição das mesmas. Portanto, eles ocupam o último nível trófico nas cadeias alimentares, atuando como decompositores.

Reino Protista


Os protistas são seres vivos unicelulares e eucariontes; portanto possuem núcleo individualizado, envolvido por membrana. Possuem também organelas membranosas diversas. Nesse grupo incluem-se os protozoários e as algas unicelulares.
A célula de um protista é semelhante às células de animais e plantas, mas há particularidades. Os plastos das algas são diferentes dos das plantas quanto à sua organização interna de membranas fotossintéticas.
Os protozoários são seres heterótrofos. Podem viver isolados ou formar colônias, ter vida livre ou associar-se a outros organismos, e habitam os mais variados tipos de ambiente. Algumas espécies são parasitas de seres diversos, até mesmo do ser humano.
 Os protozoários são divididos em quatro grupos, de acordo com as estruturas locomotoras que apresentam:
·         Rizópodes – são as amebas que se locomovem por meio de pseudópodes. A Entamoeba coli, por exemplo, é um morador habitual do intestino grosso humano, onde obtém abrigo e alimento sem acarretar nem prejuízo nem benefício para seu hospedeiro. Enquanto a Entamoeba histolytica é parasita do intestino grosso do ser humano.
·         Flagelados – locomovem-se por meio de flagelos. Alguns são parasitas, ou seja, obtêm alimento a partir da associação com outros seres vivos. Exemplos são: a giardia que parasita o intestino delgado do ser humano e o Trypanosoma cruzi, que se instala em tecidos humanos e de outros animais, como na musculatura do coração ou na parede do tubo digestivo.
·         Esporozoários – não possuem estrutura locomotora. São os plasmódios, como o causador da malária.
·         Ciliados - locomovem-se por meio de cílios. Exemplos são: Vorticella, Balantidium coli, mas o mais conhecido é o paramécio, de vida livre, como a maioria dos protozoários desse grupo que não são parasitas.

A maioria dos protozoários apresenta reprodução assexuada, principalmente por cissiparidade. Mas algumas espécies podem se reproduzir sexuadamente.





Quanto às algas, podem ser do Filo Chlorophyta (algas verdes), Filo Phaeophyta (algas pardas ou marrons), Filo Rhodophyta (algas vermelhas), Filo Bacillariophyta (diatomáceas), Filo Chrysophyta (algas douradas), Filo Euglenophyta (euglenas), Filo Dinophyta (dinoflagelados) e Filo Charophyta (carofíceas).

DOENÇAS 

Doenças causadas por protozoários parasitas envolvem, basicamente, dois locais de parasitismo: o sangue e o tubo digestório. No entanto, a pele, o coração, os órgãos do sistema genital e o sistema linfático também constituem locais em que os parasitas podem se instalar. Essas doenças envolvem, em seu ciclo, hospedeiros, isto é, organismos vivos em que os parasitas se desenvolvem.
Caso o agente parasitário utilize dois hospedeiros para completar o seu ciclo de vida, considera-se como hospedeiro definitivo aquele local no qual o parasita se reproduz sexuadamente. Hospedeiro intermediário é aquele no qual o parasita se reproduz assexuadamente.
Quase sempre o homem atua como hospedeiro definitivo; na malária, no entanto, a reprodução sexuada dos parasitas ocorre nos pernilongos que são, então, considerados hospedeiros definitivos, sendo o homem o hospedeiro intermediário.

Parasitoses mais frequentes no Brasil causadas por protozoários:



Reino Monera

Moneras são todos os seres vivos unicelulares e procariontes, isto é, sem núcleo organizado, individualizado por membrana. Seu material genético encontra-se disperso no hialoplasma.
As bactérias, seres microscópios de composição muito simples, fazem parte do reino Monera. Além das bactérias, esse reino também é formado pelas cianobactérias, que no passado também eram conhecidas como algas azuis ou cianofíceas.
Além da ausência do núcleo individualizado, as células das moneras não apresentam organelas membranosas, como mitocôndrias e cloroplastos.
Sendo encontrados tanto no solo, na água doce, no mar, no ar, na superfície e no interior dos organismos, em objetos e nos materiais em decomposição.


As bactérias podem viver isoladamente ou construir agrupamentos coloniais de diversos formatos. De acordo com a forma que apresentam recebem uma denominação específica: bacilos (alongadas), cocos (esféricas), espirilos (espiral) e vibriões (em forma de vírgula).


Muitas bactérias são úteis ao homem, como o ácido acético, usado para a fabricação do vinagre, os lactobacilos usados na fabricação de iogurtes, queijos e coalhadas, como também as que vivem no trato digestivo e produzem vitaminas essenciais à saúde.
As bactérias podem ser autótrofas, mas a maioria é heterótrofa, obtendo os nutrientes pela decomposição de matéria orgânica. Um exemplo de bactérias heterótrofas são as que se nutrem vivendo associadas a outros seres vivos, como as que digerem celulose no estômago de ruminantes, por exemplo o boi e o carneiro.
As cianobactérias são autótrofas, ou seja, elas fazem fotossíntese. Além da clorofila, que é um pigmento de cor verde, a cianobactéria pode conter pigmentos de outras cores em sua célula e, por isso apresentar diferentes colorações.
As bactérias podem se reproduzir com grande rapidez, dando origem a um número muito grande de descendentes em apenas algumas horas. A maioria delas reproduz-se assexuadamente, por cissiparidade, também chamada divisão simples ou bipartição. Nesse caso, cada bactéria se divide em duas outras bactérias geneticamente iguais, supondo-se que não ocorram mutações, isto é, alterações em seu material genético.

Taxonomia

Taxonomia é o processo que descreve a diversidade dos seres vivos. Esse processo é feito usando artifícios como a classificação e nomenclatura. A classificação consiste em colocar os indivíduos em grupos com base em alguns critérios. A nomenclatura dá nome aos indivíduos e aos grupos a que eles pertencem. Por isso cada pedaço agrupado desses indivíduos, sejam eles grupos grandes ou um só indivíduo, é chamado de táxon.

 A ideia de padronizar os seres vivos surgiu a partir dos trabalhos do botânico austríaco Carl Von Linné (também conhecido por Carlos Lineu, em português).

Linné foi o inventor da atual classificação dos seres vivos em diferentes grupos (conhecidos por taxons), de acordo com as suas semelhanças genéticas: Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero Espécie.

 O sistema binominal também foi criado por Linné, se tornou usado mundialmente e unificou a comunicação entre os pesquisadores por usar o latim como língua oficial para escrever as classificações (pelo fato de ser uma “língua morta” e que não sofrerá futuras modificações).  Assim foram criados os nomes científicos que são usados para identificar qualquer espécie em qualquer lugar do mundo. O nome científico é formado por dois nomes, um do Gênero e o outro da Espécie a que pertence o ser vivo. O primeiro nome é sempre escrito com a primeira letra maiúscula e identifica o gênero ao qual aquele indivíduo pertence. O segundo nome é escrito com todas as letras minúsculas e identifica especificamente o indivíduo.

 Exemplo: Homo sapiens sapiens (ser humano) e Homo sapiens neanderthalensis (homem de Neandertal) 

 Atualmente, os seres vivos são subdivididos em cinco Reinos que, a partir de então, vão se subdividindo em diferentes categorias, de acordo com a semelhança que possuem entre si.
·         Reino Monera: seres vivos unicelulares e procariontes – bactérias e cianobactérias;
·         Reino Protista: são os protozoários (unicelulares, eucariontes e procariontes) e as algas;
·         Reino Fungi: são os fungos;
·         Reino Plantae ou Metaphyta: são as plantas (eucariontes, pluricelulares, autótrofos e fotossintetizantes);
·         Reino Animália ou Metazoa: são os animais (eucariontes, pluricelulares e heterótrofos).

 Aviso: os vírus não entram nesta classificação por não serem considerados seres vivos, pois não conseguem se reproduzir.